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Liquens: Bioindicadores da qualidade do ar!

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É possível que você, leitor, já tenha se deparado com estruturas esverdeadas e folhosas presentes em troncos de árvore. Seria isso parte da planta ou outro organismo?

Possivelmente, trata-se de liquens. Estes são associações mutualísticas entre micro-organismos fotossintéticos (algas verdes ou cianobactérias) e fungos. Ambos estão intrinsecamente associados, a ponto de serem considerados um único ser vivo. Funcionam como bioindicadores da qualidade do ar, pois sua existência no ambiente indica baixa poluição. Ocorrem em troncos de árvores, em pedras e até mesmo telhados, sendo bastante resistentes à dessecação.

A associação é imprescindível a sua sobrevivência, já que, por exemplo, enquanto a alga realiza fotossíntese gerando subprodutos que o fungo utiliza em suas atividades metabólicas, o fungo fornece sais minerais e água, essenciais para o processo fotossintético da alga, além de abrigo para o crescimento. O conceito de mutualismo, portanto, envolve uma relação ecológica interespecífica – entre espécies diferentes – e harmônica, visto que nenhum dos indivíduos da relação sofre prejuízo, apenas contribuem para a sobrevivência das espécies participantes.

Funciona assim: a parte fúngica, na verdade, representa a maior massa do organismo, sendo também responsável pela forma do líquen, que pode se apresentar: fruticoso (com aparência de arbusto), crostoso (marcas em alto relevo) e folhoso (bem comum em árvores de parques ecológicos). Os micro-organismos fotossintéticos habitam o interior do fungo, muitas vezes deixando a estrutura com tonalidades verdes, mas não contribuem muito para a massa em si.

Quanto à função de bioindicador, o ar poluído costuma carregar poeira e água da chuva com dióxido de enxofre e excedentes de gás carbônico, além de outras toxinas. Essa combinação é fatal para os liquens, ou seja, a inexistência deles aponta para poluição ambiental nos arredores. Além de bioindicadores, alguns liquens realizam a fixação de nitrogênio no solo, um importante processo encontrado na natureza.

Da próxima vez que for caminhar por algum parque ou região arborizada, preste atenção aos troncos de árvores e poderá conhecer alguns liquens das 13.500 espécies já descritas.

Por Juliana Carani e Raphael Borges, Biólogos formados na Universidade de Brasília
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